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6 de outubro de 2014

CRENÇAS E DIFERENÇAS

As grávidas queridas que pululam, às centenas, por essa blogosfera crêem piamente que o seu estado de graça tudo lhes desculpa. Comer como abadessas? Oh sim, claro, a criança precisa de nutrientes. Desenvolver barrigas gigantescas? Oh, evidentemente, é tão giro ter um barrigããããããããão! Engordar 30 kilos? Não faz mal, é só por nove meses, assim é que é uma gravidez a sério, depois "vai tudo ao sítio"! Ainda por cima, acreditam candidamente que a gravidez é sempre bonita e agradável de se ver (daí a quantidade indigesta de fotografias, aos milhares, e de sessões, mini-sessões e vómito-sessões que as queridas atiram às trombas dos leitores incautos).

Crenças vãs de cabecitas ocas, está bom de ver! No artigo de hoje, meramente documental, trazemos à atenção dos nossos estimados Leitores dois casos que ocupam os extremos deste cenário. À esquerda surge a nossa adorada Fezinha que, benza-a Deus, é um caso verdadeiramente único de elegância genética: no fim da segunda gravidez, ostentava a silhueta invejável que se vê abaixo, sem um grama a mais e com uma linha abdominal singularmente enxuta. À direita, contudo, está a nossa queridérrima Ties, ainda a uns meses do fim da gravidez. Palavras para quê?...

Obviamente, passados os ditos 9 meses é que a verdade vem ao de cima e os excessos gritam, rugem, berram aos céus. Ora vejam as duas amorosas no pós-parto, em traje de passeio:



Catarina, darling, será que a menina ainda não percebeu? Tantas papas de sarrabulho deram nisto. Acha bem? O Tio Dolce fica horrorizado quando as senhoras não sabem tomar conta de si e fazem estas tristes figuras, e é por estas e por outras que a Bichana não quer ter filhos por nada deste mundo. Imite a sua amiga Fe, mas é, que vai ver que a sua saúde agradece! Ou, pelo menos, pense duas vezes antes de sair à rua com calças a marcar a cintura, com o cós quase debaixo dos braços e com um padrão que lhe põe uma arroba em cada coxa!

E nestas duas outras fotografias, exibindo os seus ventres abençoados, o problema torna-se ainda mais gritante. A grande querida da Fezinha, mais uma vez à esquerda, aparece com oito dias de puerpério (sim, leram bem: OITO dias). À direita está a nossa reboluda Ties, três meses depois do acouchement (ou algo assim), numa imagem arrepiante que parece tirada dos Gremlins:



Ah pois, 30 kg dão nisto. E depois a marota vem-se lamentar: que eu tenho de viver com isto; que não é justo; que eu tanto queria a minha barriga de volta; que eu até nem comi assim tanto... Olhem, confrangedor. E o galinhedo que veio logo em coro dar apoio à "mãe maravilhosa" e à "grande mulher" que ela é? Um exército de gordas. Que ela é que está bem; que assim é que deve ser; que lhe dão os parabéns por ela ter coragem de ser uma "mãe real"; que o corpo deve exibir as marcas desse feito inédito que é gerar e parir; que as marcas são fabulosas... e tolices assim. Ouçam, o Tio Dolce ri-se às gargalhadas destas amorosas, que o inspiram imeeeeeeenso para as brincadeiras de drama-queen que ele gosta de fazer com os amigos.

Em contrapartida, a Fezinha pôs a capoeira inteira num frenesim ainda mais desgraçado com a imagem do biquini preto, em que surge esplendorosa e lisa como uma tábua de engomar. Aqui o coro foi de críticas: que não se admite; que não está certo ela exibir um corpo assim a oito dias de dar à luz; que devia ser presa; que aquilo era chocante; que fazia as outras parturientes sentir-se mal, etc. etc. Olhem, parecido com isto só mesmo o caso da Carolina Patrocínio, que foi linchada em auto de fé por se ter atrevido a ficar resplandecente não só durante, como imediatamente após a gravidez! Os Tios mostram um exemplo revelador, de uma querida iluminada que, tendo ficado com uma "barriga linda" (palavras da jóia), não gostou mesmo nada da imagem do biquini preto:


Donne, donne! Oiçam o Tio Dolce, suas grandes queridas: essere invidiosa è brutto e cattivo per la pelle!

Sempre vossos,
Dolce e Bichana

22 de maio de 2014

E A MELHOR FOTOGRAFIA DE CASAMENTO VAI PARA...

Seus doces, sabem bem quão fervorosos admiradores somos dessa festa-rainha: o casamento. Apesar de o Tio Dolce nunca ter casado (nem agora que a lei permite, livra!), pois adooooora a malandragem sem compromisso, e de a Bichana ainda estar a léguas de assentar, deliramos com tudo o que é casório: os preparativos, as toilettes, os convidados, o catering, os adereços, os detalhes - oh, os "details"! -  e tudo e tudo! E com a autêntica legião de fotógrafas da nossa praça a esgadanhar-se por conseguir deitar a mão a mais um par de otários e arrancar-lhe couro e cabelo, temos por aí um manancial de documentos gráficos a clamar pela recensão crítica dos Tios. Oh, que generosos nos sentimos por dar o nosso contributo pedagógico para esse universo de tolice requintada a que qualquer bicho-careta aspira!

Pois bem, trazemos aqui hoje o pódium dos vencedores nesta categoria, depois de uma sumária prospeção dos blogs de fotografia. Sabe a pouco, sim, pois o material é inesgotável. Mas, agora que chegou a Primavera, uma nova remessa destas estonteantes cerimónias está para chegar... E mais prémios teremos para oferecer!

3º LUGAR: "Cilindro-Mãe faz grooming nupcial a Cilindro-Filha"




Nesta maravilha fotográfica, captada por essa grande Tânia Afonso (- Photography, bem entendido), a beleza está mesmo nos pormenores. Não conseguimos ver o formoso rosto da virginal noiva, não, mas em contrapartida temos um repasto visual do seu físico portentoso. E, mais do que isso, temos também um vislumbre da progenitora, com o seu principiozito de alopécia, a sua papadazita tããããão maternal e o seu tronco sólido e generoso envolto em belas rendas escarlates. Que elegância! E, legada à geração seguinte, que promessa infinda de segurança terrena, de bons aromas culinários, de tantas bênçãos reprodutivas! Se for verdade o que dizem - ou seja, que um homem deve olhar para a mãe da rapariga para ver como ela será daqui a uns anos - neste caso tal nem é preciso: esta noiva amorosa já é igualzinha à sua mamma! Parabéns!

2º LUGAR: "Juiz-da-Fome desposa noviça desistente das Contemplativas Descalças":



A nossa querida e reboluda Ties traz-nos esta fotografia a p/b tão "original", em que os noivos parecem antecipar os impulsos suicidas que os esperam nessa longa jornada conjugal colocando-se de livre vontade sobre a linha férrea. Aqui o prémio vai para o noivo, com o último botão do blazer brilhante bem aferroado, todo ele dentes, todo ele entusiasmo perante o iminente desfloramento daquela alface fresca e repolhuda de duplo queixo, todo ele um homenzinho feito, do alto dos seus 1,55m (a noiva teve de ir de rasos), quase sendo levado por uma rabanada de vento. Segure-se, seu amoroso, não vá fazer viúva essa jovem tão solícita antes de ela produzir os cinco retoños que lhe prometeu! Viva o NOIVO!

1º LUGAR: "Se espetar o rabito, a vida é um eterno mercadito!"

Aqui o prémio vai mesmo é para a fotógrafa, a grande fofa da Matilde Burp-perdão-Berk, pois a protagonista da fotografia já recebeu muuuuuuitos prémios aqui dos Tios, não é, sua Fezinha marota? Trata-se da melhor fotógrafa de momentos históricos desde que Armstrong pisou a Lua. Deixamos aos nossos informados leitores o prazer de ver a galeria por inteiro e nela apreciar o bom gosto que a perpassa - o close-up da garrafózia, o carrão, o beijo no bar, os tacões enlameados, as cadeiras azuis de plástico, os balões, as expressões faciais dos nubentes vistas de todo o tipo de ângulos favorecedores, and so on and so forth. O que queremos reproduzir aqui é este excerto de prosa de tão grande sabedoria sociológica, que vem lavrado na caixa de comentários pela própria autora das fotografias (a qual faz a festa e deita os foguetes, está bom de ver):

Ou seja, de uma só penada, a Tilinhas faz tábua rasa de todas as gerações de feminismo - desde a Beauvoir à Elaine Showalter - e atira-nos com esta pérola às trombas: o macho tem o carro; a fêmea... a bicicleta! Mas olhe que, se a Fezita pedalou e transpirou um bom bocado até chegar aqui, agora é vê-la! O seu rabito espetadito está bem sentadito no Porschezito. Tome e embrulhe, sua tola Tila! E embrulhe também o primeiro prémio que, claro está, é toooooooodo seu, darling.

Sempre vossos,
Dolce e Bichana
P.S. NOTA EDITORIAL:



13 de fevereiro de 2014

É CERTO E "SABIDO"...

... que, como diz o Tio Dolce, "in bocca chiusa, non entrano le mosche". Pois não é que a grande querida da Mariana Sabido resolveu abrir a boquita dela, e logo de lá saiu um chorrilho de patetices?



Vá, vá, nós explicamos. Leiam esta passagem magistral, tentando ignorar os pontapés na gramática e as discordâncias de número e tempo verbal:





Oh, a sério, sua cabecita loira? Os carneiros nascem mortos por aí, às resmas, é? Mas porquê: há alguma central nuclear nas redondezas? Não? Então... já percebemos! O trabalho MARAVILHOOOOOOSO da Eve é chacinar carneirinhos recém-nascidos, usá-los para a sua "linha de produtos" tããããããããão posh e manter o negócio explorando refugiadas, vítimas de violência doméstica e exiladas políticas.

Good Lord, a menina diz cada uma! Pensar que foi à Nova Zelândia, que se transformou numa "farm girl" de alto-lá-com-ela e que tudo o que aprendeu por aí, com muuuuuito esforço, foi que os Maoris são o povo nativo dos nossos antípodas... Céus, não nos diga!

Oiça, sua querida dumb blonde, dedique-se antes ao aleitamento materno, a sua grande causa e missão na vida. Tenha uma nova cria e faça algo de útil ao mundo, sim, sua jóia? Ou, então, vá num daqueles retiros New Age de yoga tântrico, acampe, faça chichi nas ervas e tenha uma epifania. Mas deixe as reflexões etnográficas e respetivas implicações sobre os direitos dos animais e das mulheres para outros. Fazia-nos a todos um grande favor, sabe, you sweet little thing?

Sempre vossos,
Dolce e Bichana

15 de novembro de 2013

E O 'POST' MAIS METE-NOJO DA BLOGOSFERA É...

... o da fantástica Catarina do Ties! Vivaaaaa!


Pois é, esta super-querida tem bastante mais jeito para tirar fotografias do que para botar faladura. Das raras vezes em que se abalança a escrever mais do que um raquítico parágrafo, como é costume nos 'posts' tão elementares em termos verbais que publica com regularidade, eis que mete logo água. E que água... Uma enxurrada! Ora leiam (clicando para ampliar):


Desculpe? Como diz? Que no hospital público onde se viu obrigada a ir, coitadinha, a médica a "escolheu" em pleno corredor para ser paciente dela ao "vê-la entre mil etnias diferentes"? E que ficou (a médica, note-se) "radiante" com tal honra? Oh, que maravilha! É realmente um privilégio poder servi-la e prestar-lhe vassalagem. Olhe, e a menina de que etnia é que é? Caucaburriana? Ah, logo vimos. Isso explica a preferência. Em face das ciganas, e africanas, e brasileiras, e romenas, e moldavas, e isto, e aquilo, que infestavam o Sta. Maria (credo, aquilo estava cheeeeeio de poooooovo!), a menina é realmente a fina-flor das etnias. Ao lermos coisas como o que escreveu, quase ficamos com vontade que houvesse uma eugenia ao contrário, de modo a calar todas as caucaburrianas como a menina, sua jóia.

Sabe, sua querida, ser cidadã do mundo é começar por aceitar todos por igual. Diz-lhe aqui o Tio Dolce, que já correu muito mundo! Não basta pôr um miúdo negro uma vez por outra a "fazer de conta" e a armar à Benetton nas produções fotográficas para os lookbooks.

Sempre vossos,
Dolce e Bichana